segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Resolver-se

Respirei fundo e comecei a digitar... letras, palavras, frases inteiras pra poder passar o tempo. Por que é que quando mais queremos que o relógio ande rápido ele insiste em demorar? Era mais um dia normal, de um mês normal, de um ano normal e eu estava ali, sentada em frente ao computador escrevendo coisas que vinham em minha mente. De repente, a plaquinha subiu! Era o passado voltando. Jason! Pensei em frações de segundo. Sabia que as palavras que ele me dirigiria transpassariam meu coração como a lâmina fria da serra elétrica que cortava as mocinhas ao meio nos filmes de terror. Dito e feito. Éramos tão felizes tempos atrás, mas hoje... E assim começou uma conversa sem fim, que por horas parecia mais um monólogo do que um diálogo. A pior parte foi ter que ouvir as verdades que ninguém tinha coragem de me dizer. E ele me disse. Confrontar-se com o espelho pode curar feridas ou abri-las de modo mortal. Chorei feito criança ao perceber que não seria mais a mesma depois daquele dia. Ele me curou. Ele me feriu. E foi tudo tão confuso pra mim que não sabia mais se o que vinha do outro lado da tela era amor ou ódio, compaixão ou indiferença. Optei por falar. Descobri que falar ameniza as dores emocionais. Doeu. Pela primeira vez depois da era "dama-de-ferro" eu baixei a guarda. Não mais me senti um monstro. Essa mania de esconder o que se pensa, se sente com medo de se expor cria nas pessoas barreiras difíceis de se transpor. Consegui. E lá estava eu, lá estava ele. Tantos 'is' pra se por um pingo. Tantos ponteiros pra acertar. Acertamos todos. Pontuamos tudo. Fazem 10 luas cheias que isso aconteceu, desde de então eu tenho sido uma pessoa melhor. Creio que ele também. Seguimos nossas vidas, cada um o seu caminho, e o medo de plaquinhas saltitantes acabou. Pior do que uma situação mal-resolvida porque não se pode resolver, é uma que pode e não se quer por medo, receio, ou qualquer outra desculpa.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Leveza

Essa semana ouvi mais algumas vezes a história do: "eu estou confuso quanto a isso", e o pior de tudo é que escutei de pessoas que, ao meu ver, não são nem um pouco confusas. Não sei se é pelo fato de eu ser muito prática em relação a tudo, mas essa historinha de confusão não cola comigo. Ou é sim, ou é não. O talvez é pra quem tempo, e isso é o que menos tenho. O tempo é algo que escorre por entre nossos dedos e cai no chão da vida sem poder ser reaproveitado. O tempo é o leite derramado, e não devemos chorar pelo que foi perdido. Por isso, que na minha vida são poucos os talvez que eu utilizo. Tenho pressa. Não perco tempo com quem não tem certeza em relação ao que quer. A vida já é tão pesada... não devemos acrescentar mais pesos a ela, e o peso da dúvida é o mais cruel. Ela consome nosso fôlego, nossa alegria, entranha-se nos nossos sonhos e corrompe nosso sono. Esse tipo de peso é desnecessário, por isso que quando escuto um "eu estou confuso quanto a isso, aquilo outro e bla bla bla" eu caio fora. Ser bem-resolvida, pra mim, é questão de sobrevivência, aliás, é questão de qualidade de vida. Justamente por isso não posso ter na minha vida pessoas que a complique, que a confude, que a deixe sem brilho. Demorei pra descobrir o que realmente vale a pena e agora que descobri não deixarei que seja consumido pelas desventuras dos talvez. Quero pessoas de pensamentos limpos, de atitudes verdadeiras e de conduta não contraditória. Quero leveza pra mim, e desejo leveza pra você também.

domingo, 20 de setembro de 2009

Nublado

Acordei, olhei pro céu e ele estava mais nublado que meu coração. Sorri de alívio, mais um dia para esquecer, mais um dia pra sobreviver. Peraí! Gritei comigo mesma. Não sobrevivo, eu vivo! E segui a me falar mentiras para ensolarar meu coração. O fato é que tudo passa, e os dias vêm passando de maneira extraordinária. Meu coração também vem passando. Passam pessoas, fatos, lágrimas e risos. Pareço mais uma estação de trem: muitos chegam, outros tantos seguem seu destino, mas ninguém realmente permanece. Solidão? Não. Apenas descontentamento ou até mesmo opção. Joguei fora aquilo que não me fazia bem e o que sobrou foi tão pouco que guardei num tesouro escondido em mim. Às vezes até deixo um pirata audacioso se aproximar dele, mas piratas são apenas piratas, e volto a esconder minhas preciosidades. Tenho problemas com isso, assumo. Acho que de tanto me dar, esvaziei. Agora tenho medo de dar as últimas gotas de mim. E se me jogarem fora? E se não derem valor? São tantos "e se" que me perco entre eles. Aí percebo que ainda estou tão nublada quanto o dia de hoje. Mas sei que isso vai passar também. A nuvem que tem escondido o astro-rei vai passar, e ele vai sair tão forte e firme que ensolará toda a minha vida. E aí serão novos tempos, e quem sabe algum caçador de tesouros consiga conquistar até o meu coração?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Ser Flamenguista

Parando um pouco pra pensar no que deve ser, no que é e no que nunca será, sinto-me confusa em relação ao meu time de futebol. Sou flamenguista desde pequenininha e não sei torcer pra outro time a não ser pelo Mengão! Odeio o Vasco, sinto nojinho do Fluminense, sou indiferente ao Botafogo e ainda, na minha opinião, times de São Paulo não são times de futebol, são organizações que visam lucro all the time.
Meu querido Urubu já foi um grande time, Zico que o diga! Campeonatos Brasileiros, Mudial, Libertadores, Estaduais... tantos títulos pra serem lembrados, revividos...
Mas sinto falta dos títulos de agora. Queria meu Mengo Campeão Do Brasileiro 2009!
Uma luta contínua, ganha três, não pontua, pontua 1 e lá vem a matemática de novo¬¬
Olho pro futuro e sei que meu time nunca será fracassado, não pelo fato de sermos "os caras", mas caramba, a gente treina na cidade mais feliz do mundo, tem uma torcida que além de apaixonada é fanática, treinamos com o as bênçãos do Cristo Redentor e possuímos um passado de glórias, tem como sucumbir desse jeito?
Nem sei porque comecei a falar do Flamengo hoje, talvez porque eu seja um pouco desse time: passado de glórias, presente de dificuldades e futuro mais do que brilhante pela frente. Talvez porque meu lado carioca falou mais alto do que o paraibano. Talvez porque eu seja assim mesma, L-O-U-C-A por futebol,. Ou talvez por falta do que fazer mesmo... Por hoje é só... bye!