Estou em crise. Pensei. Só assim para definir meu estado de achar que tudo está mudado ,e que eu não sou mais quem era antes e que ele também não. Escrever isso aqui é tão difícil. Mais uma carta para não ser lida, mais pensamentos merecedores do mar do esquecimento. Escrevo. Choro. Rio. Sou um rio. Talvez até um rio perene. Uma hora sou uma explosão de águas profundas. Em outra um filete desesperado tentando ser acolhido por nascentes voluptuosas. Sou fogo. Sou Neve. Sou sem sal e açúcar ou muito sal e muito açúcar, depende sempre de qual ângulo que se vê. Essa inconstância mata tudo aquilo que nasce belo dentro de mim. Queria a vivacidade dos primeiros meses para sempre. mas queria também a tranquilidade e estabilidade vindoura com os meses passados. Como aliar esses dois Titãs? Fúria! Não consigo ficar inerte e acabo cobrando de mim e de quem está ao meu redor. Medo seria uma boa definição para esse momento. Instabilidade e medo! Turbulências que a vida adulta nos imprime e que acaba desmistificando nossos sonhos. TPM? Talvez... Mas as vezes só queria que isso tudo passasse logo para que eu pudesse dançar Frank Sinatra em plena av. Paulista.
Look do dia: alfaiataria no tricot!
Há 2 semanas
